Gabaritos do Concurso Alego são divulgados pela banca
A Fundação Getulio Vargas (FGV) liberou os gabaritos das provas do Concurso Alego aplicadas no domingo, 8 de fevereiro. A divulgação permite que os candidatos comparem suas respostas e identifiquem possíveis pontos a contestar dentro do prazo regulamentar.
Ter acesso aos gabaritos logo após a aplicação é importante porque dá tempo para organizar recursos técnicos com calma, reunir fundamentação e evitar erros formais na impugnação. Na prática, isso reduz a ansiedade e aumenta as chances de obter alteração de notas quando houver motivo justificável.
Prazo para interposição de recursos: datas e procedimentos
A janela para apresentação de recursos ficará aberta nos dias 11 e 12 de fevereiro, conforme cronograma divulgado pela banca. Quem for recorrer deve seguir as instruções e campos do sistema disponibilizado pela FGV para registrar a contestação.
Vale ficar atento: prazos em concursos são curtíssimos e não costumam ser prorrogados. Prepare desde já a fundamentação (indicação do enunciado, justificativa técnica e legislação ou bibliografia de apoio) para enviar dentro do período permitido.
O que ocorre se um item for anulado
Se a análise dos recursos resultar na anulação de uma questão, a pontuação relativa a esse item será atribuída a todos os candidatos que fizeram a prova, independentemente de terem recorrido. Isso pode alterar a classificação final e a nota de corte em algumas turmas.
Na prática, a anulação beneficia principalmente quem deixou de acertar a questão anulada; portanto é comum que rankings e posições de cortes sofram ajustes após a homologação do resultado final.
Como usar o gabarito para preparar um recurso eficaz
Ao comparar suas respostas com o gabarito, identifique questões com redações ambíguas, alternativas mal formuladas ou enunciados que não tenham respaldo legal. Fotografe ou registre o item e busque referências em legislação, doutrina ou súmulas que sustentem o pedido de revisão.
Organize cada recurso de forma objetiva: indique o número da questão, apresente o erro percebido e anexe a fonte que sustenta o argumento. Evite argumentos genéricos; o avaliador da banca costuma considerar melhor os recursos com fundamentação técnica direta.
Visão geral da estrutura das provas
As avaliações do concurso foram compostas por provas objetivas e, para alguns cargos, também por prova discursiva. O número de questões e a divisão entre Conhecimentos Gerais e Específicos variaram conforme o cargo e a especialidade.
Ter clareza sobre a estrutura ajuda a entender como cada erro impacta a nota final e a priorizar revisão de temas que valem mais pontos ou que têm maior peso na classificação.
Analista legislativo: composição das provas (cargos gerais)
Para a maioria das especialidades de analista legislativo a prova objetivou 70 questões, com 28 voltadas a Conhecimentos Gerais e 42 a Conhecimentos Específicos. Entre os temas gerais aparecem Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico, Noções de Informática, temas sobre a realidade de Goiás e legislação estadual.
Nos Conhecimentos Específicos há incidência de Direito Constitucional e Direito Administrativo, além de um grande bloco dedicado às matérias específicas da carreira escolhida. Saber a distribuição ajuda a priorizar os estudos por peso de incidência.
Analista legislativo: especialidades de TI e Ciência de Dados
Para as especialidades de Ciência de Dados, Gerenciamento de Projetos de TI, Sistemas, Infraestrutura e Desenvolvimento de Sistemas, a prova também teve 70 questões, porém com diferenças na composição de Conhecimentos Gerais. Nessa configuração, Língua Portuguesa e Raciocínio Lógico tiveram maior número de questões.
Também foram cobrados Direito Constitucional e Direito Administrativo, além das 30 questões voltadas aos conhecimentos específicos da carreira, que costumam exigir domínio técnico aprofundado em cada área de TI.
Assistente legislativo — suporte em TI e demais áreas
O assistente legislativo com foco em suporte de TI teve prova objetiva com 50 questões: 20 de Conhecimentos Gerais e 30 de Conhecimentos Específicos, com ênfase maior em conhecimentos técnicos da área. A distribuição prevê itens de Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico e conteúdos específicos de TI.
Para as demais áreas de assistente, a divisão também foi 50 questões, com pequena variação no número de itens por disciplina nos Conhecimentos Gerais. Em ambas as modalidades, as questões específicas têm peso decisivo para a classificação.
Policial legislativo — o que caiu na prova
O policial legislativo realizou prova objetiva composta por 50 questões, igualmente divididas entre Conhecimentos Gerais e Específicos. As disciplinas gerais incluem Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico, Noções de Informática e temas sobre o estado de Goiás.
Nos Conhecimentos Específicos aparecem noções de Direito Constitucional e Administrativo, além de conteúdos práticos ligados às atribuições do cargo. Entender esse perfil ajuda a ajustar revisões para itens de caráter prático e legal.
Critérios de eliminação e nota de corte mínima
Será considerado reprovado o candidato que não atingir pelo menos 50% dos pontos em qualquer prova aplicada ou que zerar alguma das disciplinas que compõem as duas partes da prova objetiva (Conhecimentos Gerais e Específicos). Esses critérios são eliminatórios e devem orientar sua estratégia de prova.
Na prática, isso significa que é arriscado “apenas” apostar em acertos em um bloco da prova: é necessário buscar desempenho equilibrado nas duas partes para não ser eliminado por nota ou por zero em disciplina.
Números de inscritos e concorrência por cargo
O concurso registrou mais de 38 mil inscritos no total. O maior volume de candidaturas concentrou-se na vaga de analista administrativo, com mais de 14 mil inscritos, o que gerou uma concorrência expressiva por vaga.
Outra carreira com alta procura foi a de policial legislativo, com aproximadamente 18,5 mil inscritos, o que também resultou em forte competição nas etapas classificatórias. Esses números ajudam a calibrar expectativas sobre notas de corte e ritmo de preparação necessário.
Remuneração inicial e jornada de trabalho
As remunerações iniciais previstas no edital indicam que cargos de nível médio começam com salário de R$ 7.408,90 para jornada de 30 horas semanais. Já os aprovados para analista receberão, inicialmente, cerca de R$ 10.150,33, também para 30 horas.
Esses valores servem como referência para quem avalia a relação entre remuneração, responsabilidades e o nível de exigência do concurso, ajudando na decisão sobre investir tempo e recursos na preparação.
O que o candidato deve fazer agora, passo a passo
1) Baixe e confira o gabarito liberado pela banca assim que possível; 2) cheque suas anotações e as respostas que marcou no dia da prova; 3) monte a fundamentação técnica para eventuais recursos e envie dentro do prazo. Agir com organização e antecedência aumenta as chances de sucesso em contestações.
Além disso, salve comprovantes de envio e capture telas do protocolo do recurso. Caso haja tempo, alinhe com colegas ou professores as justificativas técnicas para fortalecer a argumentação.
Como isso impacta sua rotina de estudos daqui para frente
Se você ainda vai prestar outras etapas (recursos, correção discursiva, fases posteriores), é hora de priorizar a revisão de documentos oficiais, treinar redação conforme o modelo exigido e acompanhar a publicação de respostas oficiais da banca. Ajuste o plano de estudo para focar em áreas que pesam mais na prova.
Para quem não foi bem, analisar o gabarito e o desempenho por disciplina permite identificar defasagens e montar um cronograma de recuperação com foco nos pontos fracos; para quem está bem posicionado, é o momento de manter ritmo e revisar conteúdos críticos.
Erros comuns ao recorrer e como evitá-los
Um erro frequente é enviar recursos sem fundamentação objetiva ou fora do prazo, o que leva à perda automática da chance de contestação. Outro equívoco é usar argumentos vagos — é preciso apontar exatamente o problema no enunciado e apresentar prova documental ou legal.
Evite também múltiplos recursos para a mesma questão com justificativas diferentes; centralize a melhor argumentação e envie uma contestação clara e bem referendada. Isso facilita a análise por parte da banca e preserva credibilidade.
Quando aguardar a homologação e quando agir rapidamente
A fase de análises de recursos pode provocar mudanças nas notas antes da publicação das listas finais. Se houver indícios fortes de anulações que te favoreçam, pode ser necessário aguardar o resultado final antes de tomar decisões sobre próximas etapas.
Por outro lado, no curto prazo você deve agir rapidamente para preparar recursos bem fundamentados dentro do prazo. Equilibrar paciência e ação imediata é essencial para não perder oportunidades processuais.
Publicação de resultados e próximos passos do concurso
Após a análise dos recursos e possíveis ajustes nos gabaritos, a banca publicará resultados parciais e, em seguida, a homologação final do concurso. Fique atento aos comunicados oficiais para datas de correção de provas discursivas, convocações e exames complementares.
Enquanto isso, reserve tempo para revisar conteúdos chave e, se for o caso, preparar-se para outras fases, como exames médicos, avaliações de títulos ou treinamento prático, dependendo do cargo.
Para você que prestou: já conferiu seu gabarito e pretende entrar com recurso? Compartilhe nos comentários sua principal dúvida sobre esse processo.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Qual é o prazo para interpor recursos e como devo proceder após a divulgação dos gabaritos?
O prazo para apresentar recursos é nos dias 11 e 12 de fevereiro, conforme o cronograma da banca. Para recorrer, use o sistema disponibilizado pela FGV, seguindo as instruções do ambiente. Prepare a fundamentação técnica, mencionando o enunciado da questão, a justificativa embasada em legislação, doutrina ou súmulas e mantenha tudo organizado para envio dentro do prazo. Não se esqueça de guardar comprovantes de envio e capturas de tela do protocolo.
Como montar um recurso eficaz?
Faça a leitura das suas respostas com o gabarito e destaque questões com redação ambígua, alternativas mal formuladas ou enunciados sem respaldo legal. Anote o número da questão, descreva claramente o erro percebido e junte a referência que sustente o argumento (lei, doutrina, súmula). Envie apenas com a fundamentação técnica direta, evitando argumentos genéricos, e registre tudo no sistema dentro do prazo, anexando fontes.
O que acontece se uma questão for anulada?
Quando uma questão é anulada, a pontuação correspondente é atribuída a todos os candidatos que fizeram a prova, o que pode alterar a classificação final e a nota de corte de algumas turmas. Em geral, a anulação tende a beneficiar quem havia escolhido essa questão como acerto, podendo mudar rankings e resultados finais.
Quais são as principais diferenças na estrutura das provas entre os cargos (Analista, Assistente e Policial) do concurso?
As provas variam conforme o cargo: Analista costuma ter provas com 70 questões (divididas entre Conhecimentos Gerais e Conhecimentos Específicos) e diferentes especialidades, incluindo blocos de TI para algumas áreas. Assistente tem 50 questões, com distribuição entre Conhecimentos Gerais (em torno de 20) e Conhecimentos Específicos (em torno de 30), com peso maior para conteúdos técnicos da área. Policial legislativo também costuma ter 50 questões, igualmente divididas entre Conhecimentos Gerais (incluindo Português, Lógica, Informática e temas de Goiás) e Conhecimentos Específicos (direito constitucional, direito administrativo e conteúdos práticos). Em todas as modalidades, os conhecimentos específicos costumam ter peso decisivo para a nota final.
Quais são os critérios de eliminação e a nota de corte mínima?
É eliminatório não atingir pelo menos 50% dos pontos em qualquer uma das duas partes da prova (Conhecimentos Gerais ou Conhecimentos Específicos) ou zerar alguma disciplina. Por isso, é importante manter um desempenho equilibrado entre as duas áreas para evitar eliminação por nota baixa ou por zero em uma parte.




