Concurso TJ RJ: veja quando saem os gabaritos oficiais das provas
Os gabaritos do concurso TJ RJ serão divulgados nesta quarta‑feira, 4 de fevereiro, conforme o cronograma previsto pela banca organizadora. Saber quando o gabarito sai é essencial para o concurseiro avaliar desempenho inicial e decidir se entra com recurso contra questões que julgar incorretas.
A publicação será feita no site da banca (Fundação Getulio Vargas) e também no Diário da Justiça Eletrônico, permitindo acesso amplo aos candidatos que participaram das provas para técnico e analista judiciário realizadas no domingo, 1º de fevereiro.
Datas oficiais: quando cada etapa será publicada
O calendário do concurso traz prazos claros para gabaritos, recursos e resultados. O gabarito preliminar sai em 4 de fevereiro; recursos contra esse gabarito poderão ser apresentados nos dias 5 e 6 de fevereiro, pelo site da FGV.
A divulgação do gabarito definitivo e do resultado preliminar da prova objetiva está marcada para 11 de março. Após essa publicação, há nova janela para recursos (12 e 13 de março) e, por fim, o resultado definitivo da objetiva está previsto para 27 de março.
Cronograma resumido
Abaixo, um resumo em tabela com as principais datas que todo candidato deve ter em mente:
| Etapa | Data |
|---|---|
| Divulgação do gabarito preliminar da Prova Objetiva | 4 de fevereiro |
| Interposição de recursos contra o gabarito preliminar | 5 a 6 de fevereiro |
| Publicação do Resultado Preliminar da Prova Objetiva | 11 de março |
| Interposição de recursos contra o Resultado Preliminar | 12 a 13 de março |
| Publicação do Resultado Definitivo da Prova Objetiva | 27 de março |
Mantenha registros (print ou PDF) das publicações para eventual utilização em recursos ou acompanhamento de alterações.
Como funciona o recurso contra o gabarito
Os recursos contra o gabarito preliminar devem ser protocolados nos dias indicados pela banca, via área do candidato no site da FGV. É importante seguir as orientações da banca sobre fundamentação e anexos para que o pedido seja analisado corretamente.
Após a tramitação, a banca pode manter a resposta, alterá‑la ou anular a questão. Em caso de anulação, a pontuação atribuída à questão valerá para todos os concorrentes; se houver alteração do gabarito, a modificação também se aplica a todos, independentemente de quem tenha recorrido.
O que muda para o candidato se o gabarito for alterado
Na prática, uma alteração no gabarito pode impactar a classificação e a lista dos aprovados provisórios. Isso porque pontos adicionados ou removidos podem alterar cortes por cargo ou por cotas, principalmente em provas com grande concorrência.
Vale destacar que, quando uma questão é anulada, a pontuação correspondente costuma ser atribuída automaticamente a todos os candidatos, o que costuma elevar notas e, em alguns casos, permitir que mais pessoas atinjam critérios mínimos exigidos no edital.
Critérios mínimos de pontuação na prova objetiva
A aprovação na prova objetiva depende do cumprimento de critérios cumulativos estabelecidos no edital. Não é suficiente ter apenas a maior pontuação total: o candidato precisa atingir mínimos em blocos específicos (Conhecimentos Gerais e Conhecimentos Específicos) e no total da prova.
Para ampla concorrência, os limites mínimos são: 12 acertos em Conhecimentos Gerais, 20 acertos em Conhecimentos Específicos e 35 acertos no total. Para candidatos com deficiência, indígenas ou negros, os mínimos são reduzidos para 10, 16 e 28, respectivamente. O não cumprimento de qualquer um desses itens resulta em eliminação, mesmo que a soma total atinja o mínimo.
Estrutura da prova objetiva por cargo
A prova objetiva teve 70 questões de múltipla escolha para todos os cargos: 30 de Conhecimentos Gerais e 40 de Conhecimentos Específicos. Essa divisão é importante para planejar revisões e entender onde cada acerto tem mais peso para cumprir os critérios.
Para técnico judiciário, os 30 itens de Conhecimentos Gerais foram distribuídos em 20 de Língua Portuguesa e 10 entre Ética no Serviço Público, Noções dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Legislação Especial. Os 40 de Conhecimentos Específicos cobraram Noções de Direito Administrativo, Constitucional, Processual Civil, Processual Penal e Legislação.
Áreas e conteúdos para analista judiciário
Na prova de analista, a parte de Conhecimentos Gerais teve a mesma composição: 20 questões de Português e 10 sobre temas transversais. Já os 40 de Conhecimentos Específicos variaram conforme a especialidade do cargo, contemplando conteúdos específicos da área de atuação.
É fundamental que candidatos a analista consultem o edital para conferir o detalhamento programático da especialidade pretendida, pois a distribuição e profundidade dos tópicos podem influenciar a preparação e a estratégia para recursos futuros.
Prova discursiva dos analistas: critérios e corte para correção
A prova discursiva para analista consistiu em uma questão dissertativa com valor total de 20 pontos. Para ser considerado aprovado nesta fase, o candidato precisa obter pelo menos 8 pontos na discursiva.
Entretanto, somente serão corrigidos os textos dos candidatos que alcançarem a pontuação mínima na objetiva e estiverem entre os classificados conforme os quantitativos definidos no edital. Inicialmente, 5.421 candidatos terão a discursiva corrigida, número que pode crescer em caso de empates na última posição prevista.
Número de inscritos, locais de prova e logística
Mais de 146 mil inscritos foram convocados para a etapa aplicada em 1º de fevereiro. O quantitativo de faltosos ainda não foi divulgado pela banca ou pelo Tribunal, informação que costuma sair em comunicados posteriores.
Pela primeira vez, além de cidades no estado do Rio de Janeiro, o concurso também teve locais de prova em Juiz de Fora e Belo Horizonte (Minas Gerais) e na capital de São Paulo. Essa ampliação visa facilitar o acesso de candidatos de outras unidades da federação.
Remuneração inicial e verbas específicas
As remunerações iniciais previstas no edital são R$ 5.685,54 para técnico judiciário e R$ 9.363,84 para analista judiciário. Esses valores já incluem vencimento básico, Gratificação de Atividades Judiciárias (GAJ) e Adicional de Padrão Judiciário (APJ).
Para analistas lotados na especialidade Execução de Mandados há ainda uma verba indenizatória mensal de R$ 3.560,57 relativa à gratificação de locomoção, elevando a remuneração total dessa função a R$ 12.924,41.
Convocações futuras: cadastro de reserva e expectativa de nomeações
Embora o certame seja para formação de cadastro de reserva — sem vagas imediatas — a administração do Tribunal estimou a possibilidade de convocar mais de mil aprovados. Essa previsão está vinculada à implementação de um Programa de Incentivo à Aposentadoria (PIA) em 2026, que deve gerar vacâncias.
Na prática, isso significa que candidatos bem posicionados têm chance real de serem chamados ao longo da validade do concurso, dependendo da adesão ao PIA e das necessidades do Tribunal.
O que fazer enquanto aguarda os gabaritos e resultados
Na semana entre a prova e a divulgação do gabarito preliminar é recomendável conferir o edital, reunir material para fundamentar eventuais recursos e conservar o caderno de prova (quando permitido) ou anotações que possam ajudar na argumentação. Planejar com antecedência evita pressa e erros na formulação do recurso.
Também é útil já projetar os próximos passos: revisar pontos fracos identificados durante a prova, manter ritmo de estudo e acompanhar as publicações oficiais da banca para não perder prazos importantes.
Pontos de atenção e dúvidas mais comuns
Aqui muita gente se confunde sobre efeitos de recursos e anulações: se uma questão for anulada, a nota proporcional costuma ser atribuída a todos; se alterada, a nova resposta passa a valer para todos igualmente. Não espere tratamento diferente para quem recorreu ou não — a decisão da banca é aplicável a todos os candidatos.
Outro ponto frequente é a interpretação dos mínimos por bloco: cumprir apenas a soma total não garante aprovação se algum dos mínimos específicos não for atingido. Vale ficar atento a esse critério ao conferir o gabarito e fazer projeções de classificação.
Finalizando, acompanhe as publicações da banca na data prevista (4 de fevereiro) para acessar o gabarito preliminar e avaliar se há razões para interpor recurso. Você já conferiu alguma questão que considera passível de contestação? Comente abaixo qual item te deixou em dúvida e por quê.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Quando sai o gabarito oficial e onde consultar?
O gabarito preliminar é divulgado em 4 de fevereiro; o definitivo e o resultado preliminar ficam programados para 11 de março. A consulta é feita no site da banca organizadora (Fundação Getulio Vargas – FGV) e no Diário da Justiça Eletrônico, com orientação para manter registros das publicações para eventuais recursos.
Como funciona o recurso contra o gabarito preliminar?
Os recursos devem ser interpostos nos dias 5 e 6 de fevereiro, pelo site da FGV, na área do candidato, seguindo as orientações de fundamentação e anexos. A banca pode manter, alterar ou anular a questão; se a questão for anulada, a pontuação é atribuída a todos os candidatos; se houver alteração do gabarito, a modificação também vale para todos, independentemente de ter recorrido.
O que muda se o gabarito for alterado ou houver anulação de uma questão?
Alterações no gabarito podem impactar a classificação e a lista de aprovados provisórios, já que pontos podem subir ou cair para todos. Quando uma questão é anulada, a pontuação correspondente costuma ser atribuída automaticamente a todos os candidatos, o que tende a elevar as notas em geral.
Quais são os critérios mínimos de pontuação na prova objetiva?
A aprovação depende de critérios cumulativos: para ampla concorrência, é preciso alcançar no mínimo 12 acertos em Conhecimentos Gerais, 20 em Conhecimentos Específicos e 35 no total. Para candidatos com deficiência, indígenas ou negros, os mínimos são reduzidos para 10, 16 e 28, respectivamente. O não cumprimento de qualquer um desses itens resulta em eliminação.
Como é a estrutura da prova e há prova discursiva para analista?
A prova objetiva tem 70 questões: para técnico judiciário, são 30 de Conhecimentos Gerais (20 em Português e 10 em Ética/Noções dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Legislação) e 40 de Conhecimentos Específicos (Direito Administrativo, Constitucional, Processual Civil, Processual Penal e Legislação). Para analista judiciário, a parte de Conhecimentos Gerais também tem 20 Português e 10 temas transversais, mais 40 de Conhecimentos Específicos conforme a especialidade. Além disso, a prova discursiva para analista vale 20 pontos; para ser aprovado, é exigido pelo menos 8 pontos na discursiva, que é corrigida apenas para os candidatos que atingirem a objetiva e estiverem entre os classificados.


