Concurso IBGE 2026: saiba tudo sobre cargos, requisitos e salário
Panorama geral do Concurso IBGE 2026
O Concurso IBGE 2026 aparece como uma das seleções mais aguardadas pelos concurseiros, especialmente por concentrar grande número de vagas temporárias para diferentes níveis de escolaridade. Para quem acompanha a área, é importante entender que a maior parte das oportunidades anunciadas no início de 2026 refere-se a contratações temporárias ligadas a levantamentos e censos do instituto. Na prática, isso significa número elevado de vagas com duração determinada e tarefas diretamente relacionadas à coleta e processamento de dados em campo e em escritórios regionais — informações que impactam tanto a escolha do cargo quanto a estratégia de preparação.
Quantas vagas estão previstas e qual o cenário atual
No começo de 2026 o IBGE contabilizava 48.688 vagas abertas e previstas, todas para contratos temporários nas três escolaridades: fundamental, médio e superior. Dessas, um certame já em curso contempla 9.580 vagas voltadas a agentes e supervisores. Além do concurso em andamento, há autorização para um conjunto adicional de 39.108 vagas destinado a cargos como recenseador, agentes censitários e analistas censitários — um volume que indica movimentação intensa nas próximas etapas administrativas e de escolha de banca.
Distribuição das vagas temporárias
A autorização de 39.108 vagas traz uma distribuição definida por cargo, o que ajuda o candidato a identificar oportunidades de acordo com sua formação e objetivo. Entre os cargos contemplados estão analista censitário, recenseador, agentes supervisores e diversas funções regionais e de apoio. Veja a seguir a divisão por cargos (números referentes à autorização disponível no início de 2026):
- Analista censitário: 1.020 vagas
- Recenseador: 27.330 vagas
- Agente censitário supervisor: 4.143 vagas
- Agente operacional regional: 1.286 vagas
- Agente censitário regional: 1.286 vagas
- Agente censitário administrativo: 1.432 vagas
- Agente censitário de informática: 1.446 vagas
- Agente censitário de qualidade: 1.165 vagas
Quais atividades serão desempenhadas
As seleções temporárias têm como foco operacional os Censos Agropecuário, Florestal e Aquícola, além de levantamentos específicos como o Censo da População em Situação de Rua. Isso quer dizer que boa parte do trabalho envolve planejamento técnico, coleta de dados em campo, supervisão de equipes e processamento de informações. Na prática, quem assumir funções de recenseador ou agente fará visitas domiciliares ou de áreas produtivas, registro de respostas e uso de dispositivos eletrônicos para coleta; já supervisores e analistas terão tarefas de coordenação, controle de qualidade e tratamento de dados.
Requisitos mínimos por nível para temporários e efetivos
Os requisitos variam conforme o cargo. Para os postos temporários mais básicos, a exigência é o ensino fundamental completo, como acontece com o recenseador. Para a maioria dos agentes censitários e operacionais, é solicitado o ensino médio. Os cargos de analista censitário exigem nível superior. Para posições efetivas (quando houver abertura), há variação conforme a carreira: técnicos (nível médio ou técnico), tecnologistas e analistas (nível superior) e pesquisadores (nível superior com titulação específica para progressão salarial).
Salários e benefícios: quanto paga o IBGE
As remunerações no IBGE variam bastante entre funções efetivas e temporárias. Abaixo, tabela resumida com os salários informados até abril de 2026 para cargos efetivos, seguida dos valores conhecidos para algumas funções temporárias.
| Cargo (efetivo) | Remuneração (até abr/2026) |
|---|---|
| Técnico | R$ 4.201,39 |
| Analista / Tecnologista | R$ 9.084,53 |
| Pesquisador (mestrado) | R$ 12.450,70 |
| Pesquisador (doutorado) | R$ 14.062,51 |
Para contratos temporários, alguns valores já divulgados são: agente de pesquisas e mapeamento (APM) com R$ 2.676,24 e supervisor de coleta e qualidade (SCQ) com cerca de R$ 3.379.
Além do ganho básico, servidores efetivos contam com benefícios previstos no Regime Jurídico Único (RJU), como auxílio-alimentação, transporte, auxílio-natalidade, assistência pré-escolar e assistência à saúde.
Cargos efetivos anunciados em editais recentes
Em editais voltados para vagas permanentes, o IBGE costuma ofertar funções nas áreas técnica e superior. Entre elas estão técnico em informações geográficas e estatísticas, tecnólogo em informações geográficas e estatísticas, analista de planejamento, além de pesquisador em informações geográficas e estatísticas. Esses cargos demandam conhecimentos específicos ligados a estatística, geoprocessamento, cartografia, geodésia e áreas correlatas; as atividades podem abranger produção e análise de dados, elaboração de estudos e suporte técnico às operações institucionais.
Atribuições típicas por ocupação
As atribuições variam: analistas e tecnólogos desempenham atividades especializadas de produção, análise e divulgação de informações estatísticas e geográficas, além de suporte a metodologias e sistemas. Pesquisadores atuam em atividades de pesquisa científica e desenvolvimento metodológico. Técnicos costumam atuar no suporte técnico-operacional, dando apoio a processos de produção, análise e disseminação de dados. Para cargos temporários, as descrições são mais práticas: coleta, cadastramento, supervisão de equipes de campo e verificação da qualidade das informações coletadas.
Como foram as últimas seleções efetivas (referência: CNU 2024)
O concurso por meio do Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024 trouxe 895 oportunidades para cargos de níveis médio e superior. As provas foram aplicadas simultaneamente em muitas cidades, reforçando a dimensão nacional do processo seletivo. Para nível superior, a prova teve 70 questões (sendo 20 de conhecimentos gerais e 50 de específicos). Os cargos de nível médio contaram com 60 questões. Essas estruturas são um bom parâmetro para quem pretende se preparar, ainda que cada novo edital possa trazer ajustes.
Disciplinas e organização dos blocos temáticos
No CNU e em concursos anteriores o IBGE organiza conteúdos por blocos temáticos. Em geral, “Políticas Públicas” aparece como prova de conhecimentos gerais (20 questões), enquanto a parte específica é dividida em eixos — normalmente cinco — com 10 questões cada, cobrindo desde gestão pública até assuntos técnicos (ex.: geoprocessamento, TI, estatística, sustentabilidade). Cada bloco tem foco diferente: por exemplo, blocos voltados a Infraestrutura e Exatas enfatizam engenharia cartográfica e geoprocessamento; blocos de Tecnologia tratam de desenvolvimento de software, suporte de TI e inteligência para apoio à decisão; blocos ambientais cobrem práticas agropecuárias e desenvolvimento sustentável. Conhecer a estrutura do bloco do seu cargo é essencial para priorizar estudos.
Histórico de concursos e nível de concorrência (caso 2015)
O concurso efetivo de 2015, organizado pela FGV, ofereceu 600 vagas para níveis médio e superior e registrou alta concorrência — mais de meio milhão de inscritos. Para o cargo de técnico, a prova teve 60 questões e duração de quatro horas, com disciplinas como Português, Geografia, Matemática e conhecimentos sobre o IBGE. Em grande centros, a disputa foi acirrada: por exemplo, em uma das cidades o último aprovado obteve 52 pontos em 60 questões, o que corresponde a aproximadamente 87% de acertos. Esses dados mostram que, mesmo em concursos com grande oferta, a exigência técnica e o nível de concorrência podem ser elevados.
O que muda na preparação para temporários vs. efetivos
Para quem mira cargos temporários (recenseador, agentes), a preparação costuma ser mais prática e focada: leitura rápida de instruções de campo, boas noções de interpretação, procedimentos de entrevista e uso de equipamentos de coleta. A exigência de conteúdos teóricos costuma ser menor que para vagas efetivas, embora a qualidade da prova varie conforme o cargo. Quem almeja vagas efetivas deve priorizar aprofundamento em disciplinas específicas do bloco do cargo (estatística, geoprocessamento, políticas públicas, entre outros), além de treinar redação quando exigida. Em ambos os casos, resolver provas anteriores e simulados é medida indispensável para calibrar tempo e estratégia.
Etapa atual e próximos passos que o candidato deve acompanhar
Neste momento os preparativos administrativos incluem a escolha da banca organizadora para as autorizações em aberto — etapa que define cronograma e formato do edital. Por isso, quem está se preparando deve acompanhar publicações oficiais e meios confiáveis sobre a homologação da banca e a data de divulgação do edital. Enquanto isso, vale usar o tempo para reforçar bases: dominar Português, noções de investigação e procedimentos de campo, além de conteúdos técnicos do bloco de interesse. Montar um plano de estudos com metas semanais e resolver questões antigas do IBGE ajuda a reduzir a insegurança quando o edital for publicado.
Para encerrar, fique atento: você pretende concorrer a uma vaga temporária (como recenseador) ou mira uma carreira efetiva no IBGE? Conte nos comentários qual cargo é o seu foco e quais dúvidas você tem sobre a preparação.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Quais vagas existem para o IBGE 2026 e como elas estão distribuídas entre cargos?
O panorama aponta 48.688 vagas abertas e previstas para contratos temporários, distribuídas entre ensino fundamental, médio e superior. Destas, 9.580 vagas já estão em andamento em um certame específico para agentes e supervisores. Além disso, há autorização para 39.108 vagas adicionais destinadas a recenseadores, agentes censitários e analistas censitários, entre outros cargos regionais e de apoio.
Quais são os requisitos de escolaridade por cargo e por regime (temporários vs efetivos)?
Para cargos temporários, os requisitos variam: recenseador geralmente exige ensino fundamental; a maioria dos agentes censitários e operacionais exige ensino médio. Analista censitário exige nível superior. Para cargos efetivos, há variação por carreira: técnicos (nível médio/técnico), tecnologistas e analistas (nível superior) e pesquisadores (nível superior com titulação específica). Em resumo, temporários tendem a exigir menor escolaridade, enquanto efetivos costumam exigir formação superior ou técnica conforme o cargo.
Qual é a faixa salarial e os benefícios para cargos efetivos e temporários?
Para cargos efetivos, as remunerações informadas até abr/2026 são: Técnico R$ 4.201,39; Analista/Tecnologista R$ 9.084,53; Pesquisador (mestrado) R$ 12.450,70; Pesquisador (doutorado) R$ 14.062,51. Para contratos temporários, já divulgados: Agente de Pesquisas e Mapeamento (APM) R$ 2.676,24 e Supervisor de Coleta e Qualidade (SCQ) em torno de R$ 3.379. Além do ganho básico, servidores efetivos contam com benefícios do RJU, como auxílio-alimentação, transporte, assistência à saúde, assistência pré-escolar, entre outros.
Como são organizadas as provas e o que esperar, especialmente em referência ao CNU 2024?
O IBGE costuma estruturarem as provas por blocos temáticos, com uma parte de conhecimentos gerais e blocos específicos por tema. No padrão do CNU 2024, cargos de nível superior tiveram cerca de 70 questões (20 geral e 50 específicas), enquanto cargos de nível médio tiveram 60 questões. Os blocos costumam incluir Políticas Públicas (20 questões) e cinco blocos de 10 questões cada cobrindo áreas como gestão pública, geoprocessamento, TI, estatística e sustentabilidade. Isso ajuda a saber onde focar conforme o cargo pretendido.
Quais são os próximos passos para o candidato e como acompanhar as etapas?
Os próximos passos envolvem a definição da banca organizadora para as autorizações em aberto, o que determina cronograma e formato do edital. Aconselha-se acompanhar publicações oficiais sobre homologação da banca e data de divulgação do edital. Enquanto isso, é válido reforçar conteúdos específicos do bloco de interesse, resolver questões de concursos anteriores, montar um plano de estudos com metas e se preparar para provas anteriores para ajustar tempo e estratégia.



