Concurso Alerj 2026: confira nota mínima para aprovação
As provas do Concurso Alerj 2026 foram aplicadas no último domingo, 8, e agora muitos candidatos querem saber qual é a pontuação mínima necessária para seguir na disputa. Entender os critérios de aprovação e os próximos passos é essencial para evitar surpresas e tomar decisões acertadas sobre recursos e preparação para as próximas fases.
A seleção prevê vagas para especialista legislativo (níveis médio e superior) e para procurador legislativo, com etapas que variam conforme o cargo. A seguir, explicamos de forma prática como funcionam as notas mínimas, a composição da nota final, o calendário provável de gabaritos e recursos, além do que fazer já neste pós-prova.
Como foi a aplicação das provas
As avaliações foram realizadas em uma única data para diversas carreiras: no período da manhã houve as provas para especialista legislativo nível IV (superior), enquanto à tarde foi aplicado o exame para especialista legislativo nível III (médio). Em ambos os casos a prova objetiva contou com 80 questões de múltipla escolha.
Os candidatos a procurador legislativo também fizeram a prova objetiva no domingo, mas com estrutura diferente: 100 questões no total. As próximas etapas para procurador — prova discursiva e peça profissional — estão agendadas para 22 de março, seguidas de prova oral e avaliação de títulos, conforme o cronograma do edital.
Quais cargos estão em disputa
O edital oferece 101 vagas distribuídas entre níveis médio e superior. A maior parte das oportunidades concentra-se na carreira de especialista legislativo, com oferta de 98 vagas e formação de cadastro de reserva para diversos campos de atuação.
Para nível médio há 20 vagas específicas para a área de Administração Geral, com início de vencimento informado no edital. No nível superior, as especialidades cobrem áreas como Assistência Social, Saúde, Medicina, Controle Interno, Comunicação, Elaboração Legislativa, Recursos Humanos, Orçamento e Administração Geral, entre outras.
Resumo das vagas e remunerações
| Cargo / Especialidade | Nº de vagas | Nível | Remuneração inicial |
|---|---|---|---|
| Especialista (Administração Geral – nível médio) | 20 | Médio | R$ 10.369,60 |
| Especialista (diversas áreas – nível superior) | 98 (total para especialistas) | Superior | R$ 12.591,66 |
| Procurador Legislativo | 3 | Superior (Direito) | R$ 44.008,52 |
Os cargos de especialista no nível superior incluem áreas como Elaboração Legislativa (20 vagas), Administração Geral (25 vagas), Recursos Humanos (10 vagas), entre outras, conforme detalhamento do edital.
Nota mínima na prova objetiva
Para os cargos de especialista legislativo (tanto nível III quanto nível IV), a prova objetiva teve 80 questões, e o edital estabelece que o candidato será considerado aprovado nessa etapa se alcançar ao menos 50% de acertos — ou seja, 40 questões corretas. Esse é o patamar mínimo para seguir na seleção relativa à objetiva.
No caso do cargo de procurador legislativo, com prova objetiva composta por 100 questões, a exigência é também de 50% de acertos, portanto 50 itens corretos para ser considerado aprovado na etapa objetiva. Esses percentuais representam apenas o mínimo para avançar, não a nota final do concurso.
Critérios para a prova discursiva
Para o especialista legislativo nível IV (superior) houve, além da objetiva, uma prova discursiva composta por uma questão valendo até 20 pontos. O edital exige nota mínima de 10 pontos — a metade do valor máximo — para aprovação nesta etapa discursiva.
A prova discursiva para procurador e a peça-profissional estão marcadas para 22 de março, e essas etapas têm peso importante no resultado final. Vale lembrar que a discursiva costuma avaliar capacidade de argumentação, domínio técnico e clareza, por isso merece atenção especial na preparação.
Como é calculada a nota final
A composição da nota final varia conforme o cargo. Para especialista legislativo nível III (nível médio) a classificação final se apoia apenas na pontuação obtida na prova objetiva — ou seja, não há soma com discursiva.
Já para especialista legislativo nível IV a nota final resulta da soma da prova objetiva e da prova discursiva. Para procurador legislativo, a nota final é composta pela soma das notas da objetiva, discursiva, prova oral e avaliação de títulos — cada etapa tem peso e influência sobre a pontuação total.
Classificação e critérios de desempate
A classificação final será definida pela pontuação total, aplicando-se os critérios de desempate previstos no edital quando necessário. Esses critérios são acionados apenas entre os candidatos que permanecem no certame e se manifestam quando duas ou mais pessoas chegam a mesma pontuação agregada.
Importante destacar que aprovação nas etapas não significa garantia de nomeação. A convocação depende de estar dentro do número de vagas oferecidas ou ser chamado durante o prazo de validade do concurso, caso haja convocações adicionais previstas pelo órgão.
Gabaritos preliminares e prazos de recursos
O edital não marcou uma data fixa para divulgação do gabarito preliminar, mas a banca organizadora, Fundação Getulio Vargas (FGV), costuma publicar esse documento entre dois e três dias úteis após a aplicação das provas. Com isso, a tendência é que os gabaritos sejam disponibilizados rapidamente no site da FGV.
O prazo para interpor recursos é de dois dias úteis contados a partir da publicação do edital de gabarito no Diário Oficial e no site da banca. Portanto, assim que o gabarito sair, calcule bem o prazo para preparar eventuais impugnações dentro do período estabelecido.
Como preparar um recurso eficiente
Para que um recurso seja considerado, ele precisa ser claro, consistente e objetivo; argumentos bem fundamentados têm mais chance de sucesso. Recursos apresentados fora do prazo (intempestivos) ou que faltarem coerência técnica ou documentação costumam ser indeferidos pela banca.
Evite formular o recurso de forma imprecisa: formulários com campos em branco ou sem as informações exigidas podem ser desconsiderados. A banca pode manter o gabarito, alterá-lo ou anular questões; qualquer mudança será aplicada a todos os candidatos igualmente.
Impacto prático para a preparação após a prova
Na prática, o primeiro passo do candidato é conferir o gabarito preliminar e calcular a pontuação estimada, considerando os critérios de acerto mínimos. Se a nota estimada ficar próxima ou acima do mínimo exigido, o candidato pode decidir focar o esforço na próxima etapa do concurso; se ficar abaixo, avaliar recursos e ajustar a preparação.
Também é hora de organizar materiais e revisar conteúdos voltados às etapas seguintes: para quem tem discursiva ou prova de peça profissional agendada, priorize prática de redação e simulações; para quem enfrentará oral ou avaliação de títulos, comece a organizar documentação e treinar exposição oral.
O que muda na rotina de estudos dependendo do cargo
Candidatos ao cargo que só têm a objetiva como etapa principal devem manter foco no volume e qualidade de questões, revisando conteúdos básicos e específicos cobrados pela banca. A rotina pode priorizar resolução de provas anteriores e revisão sistemática de disciplinas-chave.
Já quem tem discursiva e provas de etapas posteriores precisa incluir práticas de produção textual, revisão de conceitos jurídicos ou técnicos e, no caso do procurador, preparo para oral e organização dos comprovantes de experiência. Aqui muita gente se confunde sobre a prioridade: não abandone a teoria, mas pratique bastante a escrita e a expressão oral.
Quando e como agir agora
Assim que o gabarito preliminar for publicado, faça a correção da sua prova e, se houver divergências, prepare recursos dentro do período de dois dias úteis. Aproveite para montar um plano de estudos direcionado às próximas fases, com metas semanais claras e foco nas disciplinas e habilidades mais cobradas.
Se você pretende recorrer, prepare argumentos objetivos e, se necessário, procure apoio técnico para fundamentar a impugnação. Paralelamente, organize documentos para avaliação de títulos e, se for o caso, comprove tempo de prática jurídica e registro profissional para o cargo de procurador.
Principais pontos que costumam gerar confusão
Um equívoco comum é confundir aprovação em uma etapa com garantia de vaga. Ser aprovado na prova objetiva ou discursiva significa apenas que você segue no processo; a nomeação depende da posição final na lista e do número de convocações. Vale ficar atento a esse detalhe para ajustar expectativas.
Outra dúvida frequente é sobre o efeito das anulações de questão: se a banca anular ou alterar uma questão, a decisão vale para todos os candidatos, independentemente de terem entrado com recurso. Isso pode elevar ou reduzir a pontuação de corte, portanto monitore publicações oficiais.
Encerramento
O momento pós-prova exige calma e ação: aguarde a publicação do gabarito, faça a correção da sua prova, avalie a necessidade de recurso e redirecione seus estudos conforme as próximas etapas do concurso. Na prática, quem age com planejamento tem mais chances de manter a trajetória rumo à aprovação.
E você, já calculou sua pontuação estimada após a prova? Compartilhe nos comentários como ficou e que dúvidas surgiram para montar o próximo passo na preparação.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Pergunta 1
Qual é a nota mínima para aprovação na prova objetiva para cada cargo?
Para especialistas legislativos, nível III (médio) e nível IV (superior), é necessário acertar pelo menos 50% das questões, ou seja, 40 de 80. Para o Procurador Legislativo, a prova objetiva tem 100 questões e também exige 50% de acertos, ou 50 itens corretos. Esses patamares são o mínimo para avançar na etapa objetiva, não a nota final.
Pergunta 2
Como fica a nota final para cada cargo?
O especialista legislativo nível III usa apenas a nota da prova objetiva para a classificação. O specialista legislativo nível IV soma a nota da objetiva com a discursiva (uma questão de até 20 pontos, com exigência de mínimo de 10 pontos para aprovação). O Procurador Legislativo tem a nota final composta pela soma das notas da objetiva, discursiva, prova oral e avaliação de títulos; cada etapa contribui para a pontuação total.
Pergunta 3
Quais são as etapas além da objetiva para cada cargo e quando ocorrem?
Para o especialista legislativo nível III (médio), há apenas a objetiva (80 questões). Para o especialista legislativo nível IV (superior), há objetiva (80 questões) e discursiva com uma questão de até 20 pontos (mínimo 10 para aprovação). Para o Procurador Legislativo, a banca aplica objetiva (100 questões), discursiva, peça profissional, prova oral e avaliação de títulos, com a discursiva/peça marcadas para 22 de março, e as demais etapas conforme o cronograma do edital.
Pergunta 4
Como funciona o gabarito preliminar e o prazo para recursos?
Gabarito preliminar costuma ser publicado pela banca entre dois e três dias úteis após a aplicação das provas. O prazo para interpor recursos é de dois dias úteis a partir da publicação do gabarito. Ao revisar o gabarito, organize recursos com argumentos objetivos, mantenha dentro do prazo e siga as exigências formais para que o recurso seja considerado.
Pergunta 5
Qual a diferença entre aprovação em uma etapa e convocação para vaga, e como funciona o desempate?
Aprovação em uma etapa não garante vaga: a convocação depende do número de vagas disponíveis e do prazo de validade do concurso. Em caso de empate na nota final, são aplicados os critérios de desempate previstos no edital, usados apenas entre os candidatos com a mesma pontuação. Além disso, mudanças no gabarito, como anulações, afetam todos os candidatos de forma igual e devem ser acompanhadas nas publicações oficiais.



