Concurso TJ RJ: qual a nota mínima para ser aprovado?
As provas do Concurso TJ RJ foram aplicadas no domingo, 1º de fevereiro, e a principal dúvida agora é saber qual a nota mínima exigida para seguir no certame. Entender os critérios de aprovação é essencial — na prática, não basta somar acertos: é preciso cumprir mínimos em blocos específicos da prova objetiva para não ser eliminado.
Abaixo explicamos, com clareza, como funcionam essas regras, quais são as disciplinas cobradas, como procede a correção da prova discursiva para analistas e o impacto das expectativas de nomeações no andamento do concurso.
Critérios mínimos da prova objetiva
Para ser considerado aprovado na etapa objetiva do Concurso TJ RJ é obrigatório cumprir três requisitos cumulativos estabelecidos no edital. Isso significa que o candidato deve atingir simultaneamente os mínimos nas partes de Conhecimentos Gerais, Conhecimentos Específicos e no total de acertos.
Não cumprir qualquer um desses critérios resulta em eliminação automática — mesmo que a soma total de pontos alcance ou supere um outro patamar. Portanto, a verificação deve ser feita bloco a bloco, não apenas pela pontuação global.
Quais são as pontuações mínimas
As pontuações exigidas variam de acordo com a modalidade de concorrência. O edital prevê exigências distintas para ampla concorrência e para candidatos com deficiência, indígenas ou negros. Na prática, essas diferenças reduzem o número mínimo de acertos necessários em cada bloco.
A tabela a seguir resume os mínimos exigidos:
| Modalidade | Conhecimentos Gerais (acertos mínimos) | Conhecimentos Específicos (mínimo) | Total mínimo na objetiva |
|---|---|---|---|
| Ampla concorrência | 12 | 20 | 35 |
| Deficiência / Indígenas / Negros | 10 | 16 | 28 |
Composição da prova objetiva: como são as 70 questões
A prova objetiva teve 70 questões de múltipla escolha, repartidas em dois blocos: 30 questões de Conhecimentos Gerais e 40 de Conhecimentos Específicos. Todos os cargos fizeram essa prova.
Na prática, isso significa que o desempenho em cada bloco pesa de forma independente para enquadramento nos mínimos exigidos — um bom desempenho em uma parte não compensa uma pontuação abaixo do mínimo na outra.
O que caiu em Conhecimentos Gerais
O bloco de Conhecimentos Gerais foi composto por 30 questões, distribuídas principalmente entre Língua Portuguesa e temas de conteúdo institucional e de legislação especial. A distribuição prevista foi:
- Língua Portuguesa: 20 questões.
- Outros temas (Ética no Serviço Público; Noções dos Direitos das Pessoas com Deficiência; Legislação Especial): 10 questões.
Saber essa divisão ajuda a priorizar revisões: a prova exigiu mais peso em Português, por isso uma recuperação rápida de pontos passa por reforçar gramática, interpretação e ortografia.
O que caiu em Conhecimentos Específicos
As 40 questões de Conhecimentos Específicos variaram conforme o cargo. Para o cargo de Técnico Judiciário, as disciplinas incluíram noções de Direito Administrativo, Constitucional, Processual Civil, Processual Penal e Legislação.
Para o cargo de Analista Judiciário, as disciplinas específicas dependem da área de atuação (ou especialidade). Ou seja, o conteúdo é direcionado à formação ou atuação profissional exigida para cada especialidade.
Diferenças na prova por cargo: técnico e analista
Todos os cargos realizaram a prova objetiva de 70 questões; porém, candidatos ao cargo de Analista também fizeram uma prova discursiva no mesmo dia. Isso implica que os analistas tiveram uma etapa adicional de avaliação, que exige preparo específico para produção textual e argumentação jurídica ou técnica conforme a área.
Para o Técnico Judiciário, a avaliação ficou restrita à objetiva, com o foco nas disciplinas gerais e específicas listadas no edital.
Como funciona a correção da prova discursiva
A prova discursiva para Analista foi composta por uma questão dissertativa. Nem todos os candidatos que fizeram essa prova terão a redação corrigida: a correção é condicionada ao cumprimento de dois pré-requisitos — alcançar a pontuação mínima na prova objetiva e figurar entre os quantitativos previstos no edital para correção por região e cargo.
Na prática, isso significa que um candidato pode ter escrito a prova discursiva, mas só terá seu texto avaliado se estiver entre os melhores classificados na objetiva dentro do limite de vagas (ou quadro de quantitativos) definido para sua região e área.
Valor e nota mínima da prova discursiva
A prova discursiva vale 20 pontos no total. Para ser aprovado nessa etapa o candidato precisa obter pelo menos 8 pontos na prova dissertativa. Essa barreira numérica é aplicada após a verificação do cumprimento dos requisitos da objetiva e do enquadramento nos quantitativos.
Ou seja, mesmo que o candidato esteja dentro do número de correção por região, ele pode ser eliminado se tirar menos de 8 pontos na discursiva.
Quantitativos por região e áreas especiais
O edital traz um quadro detalhado com os quantitativos de candidatos cujas provas discursivas serão corrigidas, discriminado por região e por área/especialidade do analista. Esses números variam bastante de acordo com a especialidade e a região administrativa do tribunal.
Entre alguns exemplos de quantitativos por especialidade constam valores maiores em áreas como Analista de Sistemas (um dos maiores lotes) e Analista de Negócios, enquanto outras especialidades tiveram números mais modestos. Consultar esse quadro no edital é essencial para saber suas chances de ter a discursiva corrigida.
O que leva à eliminação do concurso
Existem situações que resultam em eliminação automática: não atingir qualquer um dos mínimos estabelecidos para os blocos da objetiva é a principal delas. Além disso, quem não alcançar o mínimo de 8 pontos na discursiva (quando esta for corrigida) não avança.
Aqui muita gente se confunde: ter uma boa pontuação total não impede a eliminação se um dos blocos estiver abaixo do mínimo. Por isso, ao checar o resultado extraoficial, verifique cada critério separadamente.
Expectativa de nomeações e o Programa de Incentivo à Aposentadoria (PIA)
Embora o concurso seja para formação de cadastro de reserva, há projeção institucional de nomeações expressivas. A administração do tribunal indicou que a adesão a um Programa de Incentivo à Aposentadoria (PIA) em 2026 pode gerar um grande número de vacâncias — a estimativa é de algo entre 800 e 1.000 servidores que poderiam se aposentar pelo programa.
Além disso, o tribunal já registra aposentadorias mensais na ordem de aproximadamente 30 servidores, o que também pode ampliar a possibilidade de convocações. Na prática, isso aumenta a probabilidade de chamadas mesmo em concurso de cadastro de reserva.
Prazos e previsão de homologação
Segundo a previsão institucional, a homologação do concurso está programada para ocorrer no primeiro semestre de 2026, com convocações iniciando em seguida. Isso significa que os candidatos aprovados devem manter o acompanhamento das publicações oficiais nos próximos meses.
Vale ficar atento: datas de homologação e convocações podem sofrer ajustes conforme decisões administrativas e adesões ao PIA. Por isso, acompanhar os canais oficiais do tribunal é fundamental.
Histórico de convocação e nota de corte anterior
No último concurso do TJ RJ, observou-se que o último convocado teve um desempenho bastante elevado — próximo a 90% de acertos em termos práticos — o que indica que, dependendo da demanda e das convocações, as notas de corte podem ficar altas para efetiva chamada.
Isso mostra que, apesar das expectativas de nomeação, a competitividade continua intensa em cargos mais procurados.
O que muda para o candidato na rotina de estudos
Na prática, a principal mudança para o candidato é priorizar equilíbrio entre os blocos. Não adianta concentrar todo o estudo apenas em Conhecimentos Específicos ou em Português: é preciso garantir os mínimos exigidos em cada área. Para analistas, dedicar tempo para treinar a prova discursiva — com simulados e correções — é igualmente importante.
Reveja pontos fracos identificados nas provas, faça correção de erros por disciplina e, se possível, priorize conteúdos com maior peso (por exemplo, Língua Portuguesa no bloco geral). Isso maximiza a chance de cumprir os três critérios cumulativos.
O que fazer agora: passos imediatos após a prova
- Verifique o gabarito extraoficial e conferia seus acertos separadamente por bloco (Conhecimentos Gerais e Específicos).
- Compare seus acertos com os mínimos do edital para saber se foi eliminado por algum critério.
- Para analistas: acompanhe se seu desempenho coloca você entre os quantitativos que terão a discursiva corrigida.
- Mantenha a organização documental e o acompanhamento das publicações do tribunal para não perder prazos de recursos ou retificações.
Na prática, agir agora significa checar resultados com calma, identificar lacunas de estudo e preparar-se para as próximas etapas sem depender apenas da divulgação de listas oficiais.
Para encerrar, o que você conferiu primeiro no seu gabarito: o total de acertos ou os mínimos por bloco? Deixe nos comentários para ajudarmos outros candidatos.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Como são definidos os mínimos da prova objetiva e por que são cumulativos?
São três requisitos que precisam ser atingidos simultaneamente: Conhecimentos Gerais, Conhecimentos Específicos e o total de acertos na objetiva. Cada um tem um mínimo específico, e não usar apenas a soma total; se faltar em qualquer bloco, o candidato é eliminado. Os valores míninos variam conforme a modalidade (ampla concorrência ou Deficiência/Indígenas/Negros).
Quais são as notas mínimas por modalidade na objetiva?
Para Ampla Concorrência: Conhecimentos Gerais mínimo de 12 acertos, Conhecimentos Específicos mínimo de 20 acertos e total mínimo na objetiva de 35 acertos. Para Deficiência / Indígenas / Negros: Conhecimentos Gerais mínimo de 10 acertos, Conhecimentos Específicos mínimo de 16 acertos e total mínimo na objetiva de 28 acertos.
Como é a distribuição da prova objetiva entre Conhecimentos Gerais e Conhecimentos Específicos e o que isso implica?
A prova objetiva teve 70 questões, sendo 30 de Conhecimentos Gerais e 40 de Conhecimentos Específicos. Esses blocos contam de forma independente para cumprir os mínimos: não há compensação entre um bloco e outro caso um deles fique abaixo do mínimo.
Como funciona a correção da prova discursiva para Analista e qual é a nota mínima?
A prova discursiva é dissertativa e só é corrigida se o candidato cumprir os mínimos da objetiva e estiver entre os quantitativos previstos no edital para sua região e área. A discursiva vale 20 pontos, e é aprovado quem obtém pelo menos 8 pontos nela, desde que já tenha cumprido os critérios da objetiva e o enquadramento.
O que leva à eliminação do concurso e como acompanhar prazos?
Podem levar à eliminação automática não atingir os mínimos de nenhum bloco da objetiva ou não alcançar pelo menos 8 pontos na discursiva (quando esta for corrigida). Além disso, acompanhar os canais oficiais do TJ RJ para homologação, convocações e possíveis ajustes é essencial, pois as datas podem sofrer alterações.



